Olá amigos!
Um dos fatores que une a todos, enquanto seres humanos, é que todos nós queremos ser felizes. O que varia, de indivíduo para indivíduo, é o modo como buscamos a felicidade. Isto é fácil de perceber se formos investigando cada objetivo. Afinal, por qual motivo alguém ia querer amar e ser amado, ter sucesso profissional e financeiro, ser reconhecido, comprar itens que dão status, enfim, por que? A resposta, no fundo de todas as ações – por mais diferentes que possam ser e por melhores ou piores que sejam elas – é que, ao fazer, estamos em busca da felicidade.
É neste sentido que podemos compreender uma ideia presente na PNL, Programação Neurolinguistica, de que todos os comportamentos tem uma finalidade positiva. Para compreender esta ideia, temos que separar a intenção do ato. Se imaginarmos uma ação que certamente será considerada negativa, como roubar, veremos que o que está por trás da ação é uma intenção positiva. Em suma, o ladrão quer – obtendo o que vai roubar – ser feliz também.
(A dissonância entra uma intenção positiva e uma ação tipicamente positiva está na base de diversos conflitos, internos e externos).
Portanto, podemos dizer sem medo de errar que todas as pessoas no mundo querem ser felizes. Mas como podemos aumentar a nossa felicidade? Uma maneira bem simples – e que não custa nada – é aumentar o sentimento de gratidão.
Felicidade e gratidão
É comum estabelecer esta relação entre felicidade e gratidão de uma maneira invertida. Explico: tendemos a pensar que, quando formos felizes, seremos gratos pela nossa felicidade. Quando realizarmos aquele objetivo, conquistar o que queremos, então, vamos agradecer e festejar.
Porém, a relação inversa é muito mais segura: se passarmos a agradecer mais pelo que já ocorreu e está ocorrendo agora, certamente aumentarmos a nossa felicidade.
Por exemplo, imagine alguém que tem um apartamento confortável, mas quer comprar um apartamento ainda maior e mais bem localizado. O que já foi adquirido já foi adquirido, comemorado e agora todo o foco da atenção está em conseguir o que ainda não tem.
Assim, se o projeto de comprar um novo apartamento durar alguns anos para ser realizado, durante todo este período a atenção recai sobre o que falta, não sobre o que há.
Este é um exemplo aleatório. Na verdade, tirando o objeto (o apartamento) ou o objetivo, todos nós temos um pouco esta tendência de ver o copo meio vazio.
Pequenos agradecimentos
De forma que uma técnica simples para aumentar a felicidade consiste em apreciar o que já temos à nossa disposição. Como quando acontece um problema qualquer na rede elétrica e ficamos sem eletricidade ou a conexão Wi-Fi cai e ficamos irritados. Ora, somente nestes momentos nos damos conta da importância da eletricidade e da conveniência de ter uma internet (e uma internet sem fio).
Em resumo, quando perdemos, notamos de novo o que temos no nosso cotidiano e reconhecemos a sua importância. A verdade é que, em muitos sentidos, somos muito ricos. Muito mais ricos do que as gerações passadas foram. Mas nem percebemos, nem valorizamos. O pior é não notar – como diz David Steindl-Rast – o grande presente contido na oportunidade de ter mais um momento.
Pois é assim que ele, um pesquisador da relação entre gratidão e felicidade, define a gratidão: o reconhecimento da importância do que quer que tenhamos ganhado e a sensação de que não fizemos nada ou praticamente nada para ganhar.
E, no fundo, a vida é exatamente um presente (um ganho) pelo qual não fizemos nada. E cada momento é uma oportunidade para reconhecer tudo o que temos e ser mais feliz.
Mas voltando à técnica. Em outro texto (veja aqui – Você quer uma sugestão para se sentir bem? Felicidade e Psicologia) eu menciono uma excelente técnica para aumentar o sentimento de gratidão.
Com David Steindl-Rast, eu aprendi outra:
Parar, olhar e seguir
A ideia é extremamente simples. Para dela lembrarmos, é só imaginar as dicas que ensinamos às crianças ao atravessar a rua: pare, olhe e siga.
Passo 1) Parar
Difícil encontrar hoje em dia quem não reclame de não ter tempo, que não reclame de ter uma vida corrida. Uma boa pergunta para refletir é: quando foi a última vez que você ficou sem fazer nada (sem TV, redes sociais, etc)?
Bem, se você não se lembra, então é sinal de que você não tem parado. Parar significa dar um tempo para estar no aqui-agora e olhar.
Passo 2) Olhar
Se você fez direitinho o passo 1, terá pelo menos alguns momentos ao longo do dia em que vai deixar de ficar correndo feito louco e vai parar e ficar sem fazer nada. Ao fazê-lo, você ganha a oportunidade de ver de verdade o que está à sua frente: a vida, a saúde, os objetos, as pessoas…
David Steindl-Rast recomenda que para forçarmos a ter momentos de parar e olhar ele começou a colocar sinais em sua casa. Por exemplo, depois de ter morado na África, ele passou a valorizar o fato de ter água encanada. Portanto, colocou sinais nas torneiras para lembrá-lo de como é fantástico ter água dessa forma. Com o tempo, nos acostumamos com as coisas, por isso vale a pena colocar avisos ou sinais para a gratidão.
Passo 3) Seguir
O passo 3 significa seguir, ir em frente, continuar com suas atividades normais, mas, agora, com o sentimento de gratidão – e consequentemente mais felicidade.
Conclusão
Ter comida, água, eletricidade, saúde, convívio social positivo, a oportunidade de trabalhar ou estudar são fatores que a serem valorizados. Afinal, não precisamos perder para valorizar. Se valorizamos e agradecemos mais, certamente aumentaremos a felicidade e sentimentos positivos afins como tranquilidade, amorosidade, compaixão, alegria.
“Não é a felicidade que nos faz sentir gratidão; mas a gratidão é o que nos traz a felicidade” David Steindl-Rast.
PS: Quem tem uma animal de estimação em casa, como um cachorro ou gato, pode aprender muito, pois eles são muito gratos e demonstram sempre a sua gratidão! ;)
Referência
Este texto se baseia na palestra de David Steindl-Rast no TED – Quer ser feliz? Desenvolva a gratidão
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