Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo.
Colossenses 1:28 NVI
Os Mistérios da Vida...Apenas os sábios tem a consciência de que as palavras em si não carregam sabedoria nenhuma. Em Deus Eu Confio.
quinta-feira, 19 de março de 2015
quarta-feira, 18 de março de 2015
Você me magoou ou eu me deixei magoar?
por Professor Felipe de Souza | Dicas Práticas
Entenda a necessidade de passar a se responsabilizar pelos próprios sentimentos e deixar a posição de vítima das circunstâncias.
Olá amigos!
Em minha opinião, a psicologia deveria estar nas escolas. Em todas as escolas. Não como um suporte extra com o qual os alunos pudessem contar, mas em aulas frequentes. E nesse sentido não digo de estudar a fundo os autores, mas sim de possibilitar que o conhecimento mais prático da psicologia pudesse se tornar acessível e utilizado.
Na nossa cultura ocidental extrovertida, o bem e o mal vem de fora. A salvação vem de fora assim como de fora vem o problema. Por exemplo, é fácil culpar o governo por problemas econômicos enquanto o próprio sujeito não faz nada para se aperfeiçoar ou não sai de casa para procurar emprego.
No texto de hoje, gostaria de mostrar como um conhecimento simples da psicologia pode nos ajudar a ter e a manter mais felicidade e sentimentos positivos.
Você me magoou ou eu me deixei magoar?
Bernard Shaw, um fantástico escritor, disse certa vez: “As pessoas sempre culpam as circunstância por aquilo que são. Eu não acredito em circunstâncias. Quem se sai bem neste mundo são as pessoas que saem à procura das circunstâncias e, se não as encontram, criam-nas”.
Aqui poderíamos trocar a palavra circunstância por Fulano ou Ciclano, marido ou esposa, mãe ou pai, amigo ou conhecido. Teríamos então:
“As pessoas sempre culpam ELE/ELA por aquilo que são. Eu não acredito em NISSO. Quem se sai bem neste mundo não são as pessoas que saem à procura DE PESSOAS PARA CULPAR e sim as pessoas que se responsabilizam pelos próprios pensamentos, sentimentos e comportamentos”.
Como também dizia uma grande pensadora, defensora dos direitos humanos e esposa do estadista Roosevelt, Eleanor Roosevelt:
“Ninguém pode fazer com que você se sinta inferior sem o seu consentimento”.
Por exemplo, se alguém vira para você e diz:
- “Como você é burro(a)”
- “Como você é estúpido(a)”
- “Como você está feio(a)”
etc…
Nós temos duas coisas: o comportamento da outra pessoa que disse algo e a resposta mental, emocional e comportamental de quem recebeu a mensagem. São duas coisas distintas.
Se alguém me diz – “Como você está feio(a)” eu posso:
- Concordar e aceitar e passar a me sentir feio(a);
- Discordar e não aceitar e continuar me sentido bem com minha aparência.
Por isso, só com o nosso próprio consentimento que podemos deixar a outra pessoa nos fazer mal. Porém, o que aprendemos no dia a dia é que a causa de nos sentirmos mal é o outro ou outra.
Por exemplo:
“Ele/ela me fez isso, por isso, estou mal”
“Ele/ela me falou isso, por isso, estou triste / estou com raiva / estou péssimo(a)…”
O que é péssimo, na verdade, é deixar que as outras pessoas influenciam tanto o nosso estado. Existe um espaço de escolha entre ouvir alguma coisa, entender o que se ouviu e acreditar ou não na informação passada. Se alguém vira para mim e me diz:
“Com você é ridículo, você tem 5 metros de altura” eu vou rir porque é uma mentira, certo?
Do mesmo modo, quando alguém nos ofende não temos que concordar com a sua opinião, nem mesmo adotá-la e fazer dela um mantra, uma repetição constante em nossa mente.
A questão então é: como mudar?
Em primeiro lugar, é fundamental reconhecer o processo. Atribuir culpa a alguém – por ter ficado com raiva, triste, com medo, sem chão, etc – é dar o poder de escolha para uma outra pessoa. Além disso, é um jeito de não se responsabilizar pela própria vida.
De modo que temos que entender o processo. Se estamos bem conosco mesmos, se estamos desenvolvendo a nossa auto estima de forma satisfatória, o que uma outra pessoa disser será tão somente a opinião de uma outra pessoa e nada mais.
Em segundo lugar, é preciso começar a observar como este processo de dizer “você me magooou” é extremamente rápido. Em questão de 10 segundos, podemos passar de uma circunstância externa desfavorável para um estado psíquico muito negativo.
Portanto, devemos passar a observar o que acontece entre:
1) uma circunstância externa desfavorável (alguém dizer ou fazer algo “contra”);
2) o pensamento de concordar ou discordar com o que foi ouvido ou aceito;
3) o sentimento negativo que surge a partir do pensamento
Muitas pessoas dizem que perceber isso é muito complicado. Alguns não conseguem perceber de fato que é isso o que ocorre dentro do seu psiquismo e apenas pensam em um arco reflexo:
- Algo ruim aconteceu fora = eu me sentir mal
Se é difícil para ti perceber como se dá este processo, pode ser útil fazer terapia com um profissional da psicologia.
E em terceiro lugar, é muito importante passar a se responsabilizar pelas suas escolhas. Evidente que muitas coisas não são escolhas nossas. Hoje, por exemplo, está chovendo aqui e eu até gostaria que não estivesse chovendo, já que vou caminhar. Entretanto, chover ou não chover não é da minha escolha.
Agora, por exemplo, nós temos escolha se vamos conviver com pessoas que são positivas e motivadoras ou se vamos conviver com pessoas que são negativas, pessimistas e críticas.
No fundo, no fundo, nós estamos aonde estamos devido a escolhas passadas. O futuro pode ser muito diferente. e poderá ser muito melhor, desde que passemos a perceber que nós temos a responsabilidade de viver a nossa própria vida e parar de culpar as outras pessoas pelo que sentimos.
Conclusão
No começo eu disse que a psicologia deveria ser ensinada nas escolas. Não vejo este cenário acontecer no futuro próximo. O que podemos fazer para sanar esta falta é passar a estudar mais os conhecimentos da psicologia que são úteis no dia a dia (o que chamamos aqui no site de “dicas práticas”) e a fazer terapia. Se você é pai ou mãe ou se em seu trabalho você lida diretamente com o ensino de outras pessoas, pequenas dicas como estas de hoje podem ajudar a transformar uma vida. Faça bom uso da psicologia! :)
Entenda a necessidade de passar a se responsabilizar pelos próprios sentimentos e deixar a posição de vítima das circunstâncias.
Olá amigos!
Em minha opinião, a psicologia deveria estar nas escolas. Em todas as escolas. Não como um suporte extra com o qual os alunos pudessem contar, mas em aulas frequentes. E nesse sentido não digo de estudar a fundo os autores, mas sim de possibilitar que o conhecimento mais prático da psicologia pudesse se tornar acessível e utilizado.
Na nossa cultura ocidental extrovertida, o bem e o mal vem de fora. A salvação vem de fora assim como de fora vem o problema. Por exemplo, é fácil culpar o governo por problemas econômicos enquanto o próprio sujeito não faz nada para se aperfeiçoar ou não sai de casa para procurar emprego.
No texto de hoje, gostaria de mostrar como um conhecimento simples da psicologia pode nos ajudar a ter e a manter mais felicidade e sentimentos positivos.
Você me magoou ou eu me deixei magoar?
Bernard Shaw, um fantástico escritor, disse certa vez: “As pessoas sempre culpam as circunstância por aquilo que são. Eu não acredito em circunstâncias. Quem se sai bem neste mundo são as pessoas que saem à procura das circunstâncias e, se não as encontram, criam-nas”.
Aqui poderíamos trocar a palavra circunstância por Fulano ou Ciclano, marido ou esposa, mãe ou pai, amigo ou conhecido. Teríamos então:
“As pessoas sempre culpam ELE/ELA por aquilo que são. Eu não acredito em NISSO. Quem se sai bem neste mundo não são as pessoas que saem à procura DE PESSOAS PARA CULPAR e sim as pessoas que se responsabilizam pelos próprios pensamentos, sentimentos e comportamentos”.
Como também dizia uma grande pensadora, defensora dos direitos humanos e esposa do estadista Roosevelt, Eleanor Roosevelt:
“Ninguém pode fazer com que você se sinta inferior sem o seu consentimento”.
Por exemplo, se alguém vira para você e diz:
- “Como você é burro(a)”
- “Como você é estúpido(a)”
- “Como você está feio(a)”
etc…
Nós temos duas coisas: o comportamento da outra pessoa que disse algo e a resposta mental, emocional e comportamental de quem recebeu a mensagem. São duas coisas distintas.
Se alguém me diz – “Como você está feio(a)” eu posso:
- Concordar e aceitar e passar a me sentir feio(a);
- Discordar e não aceitar e continuar me sentido bem com minha aparência.
Por isso, só com o nosso próprio consentimento que podemos deixar a outra pessoa nos fazer mal. Porém, o que aprendemos no dia a dia é que a causa de nos sentirmos mal é o outro ou outra.
Por exemplo:
“Ele/ela me fez isso, por isso, estou mal”
“Ele/ela me falou isso, por isso, estou triste / estou com raiva / estou péssimo(a)…”
O que é péssimo, na verdade, é deixar que as outras pessoas influenciam tanto o nosso estado. Existe um espaço de escolha entre ouvir alguma coisa, entender o que se ouviu e acreditar ou não na informação passada. Se alguém vira para mim e me diz:
“Com você é ridículo, você tem 5 metros de altura” eu vou rir porque é uma mentira, certo?
Do mesmo modo, quando alguém nos ofende não temos que concordar com a sua opinião, nem mesmo adotá-la e fazer dela um mantra, uma repetição constante em nossa mente.
A questão então é: como mudar?
Em primeiro lugar, é fundamental reconhecer o processo. Atribuir culpa a alguém – por ter ficado com raiva, triste, com medo, sem chão, etc – é dar o poder de escolha para uma outra pessoa. Além disso, é um jeito de não se responsabilizar pela própria vida.
De modo que temos que entender o processo. Se estamos bem conosco mesmos, se estamos desenvolvendo a nossa auto estima de forma satisfatória, o que uma outra pessoa disser será tão somente a opinião de uma outra pessoa e nada mais.
Em segundo lugar, é preciso começar a observar como este processo de dizer “você me magooou” é extremamente rápido. Em questão de 10 segundos, podemos passar de uma circunstância externa desfavorável para um estado psíquico muito negativo.
Portanto, devemos passar a observar o que acontece entre:
1) uma circunstância externa desfavorável (alguém dizer ou fazer algo “contra”);
2) o pensamento de concordar ou discordar com o que foi ouvido ou aceito;
3) o sentimento negativo que surge a partir do pensamento
Muitas pessoas dizem que perceber isso é muito complicado. Alguns não conseguem perceber de fato que é isso o que ocorre dentro do seu psiquismo e apenas pensam em um arco reflexo:
- Algo ruim aconteceu fora = eu me sentir mal
Se é difícil para ti perceber como se dá este processo, pode ser útil fazer terapia com um profissional da psicologia.
E em terceiro lugar, é muito importante passar a se responsabilizar pelas suas escolhas. Evidente que muitas coisas não são escolhas nossas. Hoje, por exemplo, está chovendo aqui e eu até gostaria que não estivesse chovendo, já que vou caminhar. Entretanto, chover ou não chover não é da minha escolha.
Agora, por exemplo, nós temos escolha se vamos conviver com pessoas que são positivas e motivadoras ou se vamos conviver com pessoas que são negativas, pessimistas e críticas.
No fundo, no fundo, nós estamos aonde estamos devido a escolhas passadas. O futuro pode ser muito diferente. e poderá ser muito melhor, desde que passemos a perceber que nós temos a responsabilidade de viver a nossa própria vida e parar de culpar as outras pessoas pelo que sentimos.
Conclusão
No começo eu disse que a psicologia deveria ser ensinada nas escolas. Não vejo este cenário acontecer no futuro próximo. O que podemos fazer para sanar esta falta é passar a estudar mais os conhecimentos da psicologia que são úteis no dia a dia (o que chamamos aqui no site de “dicas práticas”) e a fazer terapia. Se você é pai ou mãe ou se em seu trabalho você lida diretamente com o ensino de outras pessoas, pequenas dicas como estas de hoje podem ajudar a transformar uma vida. Faça bom uso da psicologia! :)
terça-feira, 17 de março de 2015
Versículo do Dia - Tiago 3:13
Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provém da sabedoria.
Tiago 3:13 NVI
BOAS SUGESTÕES PARA 2015
NA SAÚDE:
1. Beba muita água;
2. Coma mais o que nasce em árvores e plantas;
3. Viva com os 3 E's: Energia, Entusiasmo e Empatia;
4. Arranje 30min' por dia para ORAR sozinho;
5. Faça atividades que ative seu cérebro ;
6. Leia mais livros em 2015;
7. Sente-se em silêncio, pelo menos, 10min por dia;
8. Durma 8 h por dia;
9. Faça caminhadas de 20min' a 60min', por dia e, enquanto caminhar, sorria.
NA PERSONALIDADE:
11. Não compare a sua vida com a dos outros;
12. Não tenha pensamentos negativos;
13. Não se exceda;
14. Não se torne demasiadamente sério;
15. Não desperdice a sua energia com fofocas;
16. Sonhe mais;
17. Inveja é uma perda de tempo. Agradeça a Deus pelo que possui...
18. Esqueça questões do passado. Jesus já jogou no mar do
esquecimento, faça o mesmo;
19. A vida é curta demais para odiar alguém. Perdoe;
20. Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente;
21. Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você;
22. A vida é uma escola e vc está nela para aprender. Nao fique repetindo o ano;
23. Sorria e gargalhe mais;
24. Não necessite ganhar todas as discussões. Saiba perder;
NA SOCIEDADE:
25. Entre mais em contato com sua família;
26. Dê algo de bom aos outros, diariamente;
27. Perdoe a todos por tudo;
28. Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29. Tente fazer sorrir, pelo menos três pessoas por dia;
30. Não se importe com o que os outros pensam de você;
31. O seu trabalho não tomará conta de você quando estiver doente. Nao
se estresse.
NO SEU DIA A DIA:
32. Faça o que é correto;
33. Desfaça-se do que não é útil;
34. Lembre-se: DEUS cura tudo;
35. Por melhor ou pior que a situação seja... ela mudará...tudo passa
36. Não interessa como se sente, levante, arrume-se e apareça;
37. O melhor ainda está por vir;
38. Quando acordar de manhã, agradeça a DEUS pela graça de estar vivo.
39. Mantenha seu coração sempre feliz.
1. Beba muita água;
2. Coma mais o que nasce em árvores e plantas;
3. Viva com os 3 E's: Energia, Entusiasmo e Empatia;
4. Arranje 30min' por dia para ORAR sozinho;
5. Faça atividades que ative seu cérebro ;
6. Leia mais livros em 2015;
7. Sente-se em silêncio, pelo menos, 10min por dia;
8. Durma 8 h por dia;
9. Faça caminhadas de 20min' a 60min', por dia e, enquanto caminhar, sorria.
NA PERSONALIDADE:
11. Não compare a sua vida com a dos outros;
12. Não tenha pensamentos negativos;
13. Não se exceda;
14. Não se torne demasiadamente sério;
15. Não desperdice a sua energia com fofocas;
16. Sonhe mais;
17. Inveja é uma perda de tempo. Agradeça a Deus pelo que possui...
18. Esqueça questões do passado. Jesus já jogou no mar do
esquecimento, faça o mesmo;
19. A vida é curta demais para odiar alguém. Perdoe;
20. Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente;
21. Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você;
22. A vida é uma escola e vc está nela para aprender. Nao fique repetindo o ano;
23. Sorria e gargalhe mais;
24. Não necessite ganhar todas as discussões. Saiba perder;
NA SOCIEDADE:
25. Entre mais em contato com sua família;
26. Dê algo de bom aos outros, diariamente;
27. Perdoe a todos por tudo;
28. Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29. Tente fazer sorrir, pelo menos três pessoas por dia;
30. Não se importe com o que os outros pensam de você;
31. O seu trabalho não tomará conta de você quando estiver doente. Nao
se estresse.
NO SEU DIA A DIA:
32. Faça o que é correto;
33. Desfaça-se do que não é útil;
34. Lembre-se: DEUS cura tudo;
35. Por melhor ou pior que a situação seja... ela mudará...tudo passa
36. Não interessa como se sente, levante, arrume-se e apareça;
37. O melhor ainda está por vir;
38. Quando acordar de manhã, agradeça a DEUS pela graça de estar vivo.
39. Mantenha seu coração sempre feliz.
segunda-feira, 16 de março de 2015
Transtorno do Jogo pela Internet
por Professor Felipe de Souza | Doenças Mentais, Psicologia
O DSM-5 já lista em seu longo levantamento de transtornos mentais o que chama de Transtorno do Jogo pela Internet. Saiba mais sobre o que é, os critérios diagnósticos, prevalência, fatores de risco e consequências.
Importante notar que este Transtorno está na seção do DSM-5 está na seção de condições que exigem estudos posteriores, ou seja, instiga-se que pesquisadores venham a estudar com mais profundidade sobre o tema (para quem não sabe, o DSM é o Manual Diagnóstico e Estatístico utilizado por médicos, psiquiatras e psicólogos).
Então, veremos o que já foi definido pelos especialistas que foram “informados por revisão de literatura, reanálise de dados e resultados dos ensaios de campo, quando disponíveis – e se propõe a oferecer uma linguagem comum para pesquisadores e clínicos interessados em estudar tais transtornos” (DSM-5, p. 783).
Transtorno do Jogo pela Internet (critérios propostos)
Uso persistente e recorrente da internet para envolver-se em jogos, frequentemente com outros jogadores, levando a prejuízo clinicamente significativo ou sofrimento conforme indicado por cinco (ou mais) dos seguintes sintomas em um período de 12 meses:
1) Preocupação com jogos pela internet. (O indivíduo pensa na partida anterior do jogo ou antecipa a próxima partida; o jogo pela internet torna-se a atividade dominante na vida diária).
Nota: Este transtorno é distinto dos jogos de azar pela internet, que estão inclusos no transtorno de jogo.
2) Sintomas de abstinência quando os jogos pela internet são retirados. (Esses sintomas são tipicamente descritos como irritabilidade, ansiedade ou tristeza, mas não há sinais físicos de abstinência farmacológica).
3) Tolerância – a necessidade de passar quantidades crescentes de tempo envolvidos nos jogos pela internet.
4) Tentativas fracassadas de controlar a participação nos jogos pela internet.
5) Perda de interesse por passatempos e divertimentos anteriores em consequência dos, e com a exceção dos, jogos pela internet.
6) Uso excessivo continuado de jogos pela internet apesar do conhecimento dos problemas psicossociais.
7) Enganou membros da família, terapeutas ou outros em relação à quantidade de jogo pela internet.
8) Uso de jogos pela internet para evitar ou aliviar o humor negativo (p. ex, sentimentos de desamparo, culpa, ansiedade)
9) Colocou em risco ou perdeu um relacionamento, emprego ou oportunidade educacional ou de carreira significativa devido à participação em jogos pela internet.
Nota: Somente os jogos pela internet que não são de azar estão inclusos neste transtorno. O uso da internet para atividades requeridas em um negócio ou profissão não está incluso; nem é pretendido que o transtorno inclua outro uso recreacional ou social da internet. Igualmente, os sites adultos estão excluídos.
Especificar a gravidade atual:
O transtorno do jogo pela internet pode ser leve, moderado ou grave, dependendo do grau de perturbação das atividades normais. Os indivíduos com transtorno do jogo pela internet menos grave podem exibir menos sintomas e menor perturbação em suas vidas. Aqueles com a forma grave do transtorno terão mais horas passadas no computador e perda mais grave de relacionamentos ou oportunidades na carreira ou escola. (DSM-5, p. 796).
Prevalência
A prevalência do transtorno do jogo pela internet não está clara, devido aos variados questionários, critérios e limiares empregados, mas parece ser mais alta em países asiáticos e em adolescentes do sexo masculino entre 12 e 20 anos.
Fatores de risco
Ambientais: a disponibilidade do computador com conexão à internet permite o acesso aos tipos de jogos com os quais o transtorno do jogo pela internet está mais frequentemente associado.
Genéticos e ambientais: Adolescentes do sexo masculino parecem ter maior risco de desenvolvimento do transtorno do jogo pela internet, e tem sido especulado que a origem ambiental e/ou genética asiática é outro fator de risco, mas isso ainda não está claro.
Consequências do transtorno
O transtorno do jogo pela internet pode levar a fracasso escolar, perda de emprego ou fracasso conjugal. O comportamento do jogo compulsivo tende a desestimular atividades sociais, escolares e familiares normais. Estudantes podem apresentar declínio nas notas e, por fim, fracasso na escola. As responsabilidades familiares podem ser negligenciadas.
Diagnóstico diferencial
O uso excessivo da internet que não envolve os jogos on-line (p. ex, uso excessivo das mídias sociais, como o Facebook; assistir a sites adultos) não é considerado análogo ao transtorno do jogo pela internet, e pesquisas futuras sobre os demais usos excessivos da internet precisariam seguir diretrizes similares, conforme aqui sugerido. Os jogos de azar excessivos on-line podem se qualificar para um diagnóstico separado de transtorno de jogo. (DSM-5, p. 797-798)
Conclusão
Conforme vimos no início, o Transtorno do Jogo pela internet ainda está em estudo. O objetivo da descrição acima é criar um conceito de Transtorno que seja padrão para que tais estudos de campo e laboratorias avancem e cheguem a conclusões mais precisas.
Em certo sentido, é curioso que o uso excessivo da internet, por exemplo, para acessar as redes sociais exija a elaboração de um outro critério diagnóstico. Entretanto, me parece que a elaboração primeira do Transtorno do Jogo pela internet se deve a casos extremamente graves nos quais o adolescente morre depois de ficar 3, 4 dias sem dormir e comer, apenas jogando os jogos.
Evidente que tais casos são casos extremos, porém, nos países asiáticos, mas também nos EUA, Europa e no Brasil, encontramos casos de pessoas que poderiam se beneficiar com uma maior clareza do conceito e, especialmente, de um tratamento eficaz para o que podemos chamar de dependência.
O DSM-5 já lista em seu longo levantamento de transtornos mentais o que chama de Transtorno do Jogo pela Internet. Saiba mais sobre o que é, os critérios diagnósticos, prevalência, fatores de risco e consequências.
Importante notar que este Transtorno está na seção do DSM-5 está na seção de condições que exigem estudos posteriores, ou seja, instiga-se que pesquisadores venham a estudar com mais profundidade sobre o tema (para quem não sabe, o DSM é o Manual Diagnóstico e Estatístico utilizado por médicos, psiquiatras e psicólogos).
Então, veremos o que já foi definido pelos especialistas que foram “informados por revisão de literatura, reanálise de dados e resultados dos ensaios de campo, quando disponíveis – e se propõe a oferecer uma linguagem comum para pesquisadores e clínicos interessados em estudar tais transtornos” (DSM-5, p. 783).
Transtorno do Jogo pela Internet (critérios propostos)
Uso persistente e recorrente da internet para envolver-se em jogos, frequentemente com outros jogadores, levando a prejuízo clinicamente significativo ou sofrimento conforme indicado por cinco (ou mais) dos seguintes sintomas em um período de 12 meses:
1) Preocupação com jogos pela internet. (O indivíduo pensa na partida anterior do jogo ou antecipa a próxima partida; o jogo pela internet torna-se a atividade dominante na vida diária).
Nota: Este transtorno é distinto dos jogos de azar pela internet, que estão inclusos no transtorno de jogo.
2) Sintomas de abstinência quando os jogos pela internet são retirados. (Esses sintomas são tipicamente descritos como irritabilidade, ansiedade ou tristeza, mas não há sinais físicos de abstinência farmacológica).
3) Tolerância – a necessidade de passar quantidades crescentes de tempo envolvidos nos jogos pela internet.
4) Tentativas fracassadas de controlar a participação nos jogos pela internet.
5) Perda de interesse por passatempos e divertimentos anteriores em consequência dos, e com a exceção dos, jogos pela internet.
6) Uso excessivo continuado de jogos pela internet apesar do conhecimento dos problemas psicossociais.
7) Enganou membros da família, terapeutas ou outros em relação à quantidade de jogo pela internet.
8) Uso de jogos pela internet para evitar ou aliviar o humor negativo (p. ex, sentimentos de desamparo, culpa, ansiedade)
9) Colocou em risco ou perdeu um relacionamento, emprego ou oportunidade educacional ou de carreira significativa devido à participação em jogos pela internet.
Nota: Somente os jogos pela internet que não são de azar estão inclusos neste transtorno. O uso da internet para atividades requeridas em um negócio ou profissão não está incluso; nem é pretendido que o transtorno inclua outro uso recreacional ou social da internet. Igualmente, os sites adultos estão excluídos.
Especificar a gravidade atual:
O transtorno do jogo pela internet pode ser leve, moderado ou grave, dependendo do grau de perturbação das atividades normais. Os indivíduos com transtorno do jogo pela internet menos grave podem exibir menos sintomas e menor perturbação em suas vidas. Aqueles com a forma grave do transtorno terão mais horas passadas no computador e perda mais grave de relacionamentos ou oportunidades na carreira ou escola. (DSM-5, p. 796).
Prevalência
A prevalência do transtorno do jogo pela internet não está clara, devido aos variados questionários, critérios e limiares empregados, mas parece ser mais alta em países asiáticos e em adolescentes do sexo masculino entre 12 e 20 anos.
Fatores de risco
Ambientais: a disponibilidade do computador com conexão à internet permite o acesso aos tipos de jogos com os quais o transtorno do jogo pela internet está mais frequentemente associado.
Genéticos e ambientais: Adolescentes do sexo masculino parecem ter maior risco de desenvolvimento do transtorno do jogo pela internet, e tem sido especulado que a origem ambiental e/ou genética asiática é outro fator de risco, mas isso ainda não está claro.
Consequências do transtorno
O transtorno do jogo pela internet pode levar a fracasso escolar, perda de emprego ou fracasso conjugal. O comportamento do jogo compulsivo tende a desestimular atividades sociais, escolares e familiares normais. Estudantes podem apresentar declínio nas notas e, por fim, fracasso na escola. As responsabilidades familiares podem ser negligenciadas.
Diagnóstico diferencial
O uso excessivo da internet que não envolve os jogos on-line (p. ex, uso excessivo das mídias sociais, como o Facebook; assistir a sites adultos) não é considerado análogo ao transtorno do jogo pela internet, e pesquisas futuras sobre os demais usos excessivos da internet precisariam seguir diretrizes similares, conforme aqui sugerido. Os jogos de azar excessivos on-line podem se qualificar para um diagnóstico separado de transtorno de jogo. (DSM-5, p. 797-798)
Conclusão
Conforme vimos no início, o Transtorno do Jogo pela internet ainda está em estudo. O objetivo da descrição acima é criar um conceito de Transtorno que seja padrão para que tais estudos de campo e laboratorias avancem e cheguem a conclusões mais precisas.
Em certo sentido, é curioso que o uso excessivo da internet, por exemplo, para acessar as redes sociais exija a elaboração de um outro critério diagnóstico. Entretanto, me parece que a elaboração primeira do Transtorno do Jogo pela internet se deve a casos extremamente graves nos quais o adolescente morre depois de ficar 3, 4 dias sem dormir e comer, apenas jogando os jogos.
Evidente que tais casos são casos extremos, porém, nos países asiáticos, mas também nos EUA, Europa e no Brasil, encontramos casos de pessoas que poderiam se beneficiar com uma maior clareza do conceito e, especialmente, de um tratamento eficaz para o que podemos chamar de dependência.
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