Crédito: NASA/JPL/University of Arizona.
“Cidade Inca” é o nome informal dado pelos cientistas da missão Mariner 9 a um complexo de cristas retilíneas entrecruzadas, localizadas no extremo sul de Aonia Terra, na região do pólo sul de Marte. Todos os invernos, esta área fica coberta por uma camada translúcida de gelo seco (gelo de dióxido de carbono), com uma espessura inferior a 1 metro. Na primavera, os raios solares atravessam a fina camada de gelo e aquecem o solo arenoso por baixo, provocando a sublimação do gelo e a acumulação de gás nas camadas subsuperficiais.
Crédito: NASA/JPL/University of Arizona/Sérgio Paulino.
Quando o gás pressurizado vence a resistência do gelo, irrompe numa violenta erupção, criando uma rede de fraturas divergentes em seu redor, denominadas araneiformes. Todos os anos, estas estruturas são repetidamente sulcadas, crescendo ligeiramente na periferia em cada primavera. Com o gás emergem pequenas partículas escuras, que se depositam sobre a superfície num padrão em forma de leque. A disposição destes depósitos varia de acordo com os ventos predominantes ou com a topografia do local.
Crédito: NASA/JPL/MSSS.
Imagens captadas em 2001 pela sonda Mars Global Surveyor revelaram que a “Cidade Inca” faz parte de uma estrutura circular com cerca de 86 km. É possível que esta formação seja uma antiga cratera de impacto coberta no passado por sedimentos, e depois parcialmente exumada, pelo que as cristas da “Cidade Inca” poderão ser vestígios de fraturas formadas no chão da cratera, que foram posteriormente preenchidas com materiais mais resistentes à erosão.
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